NOTÍCIAS

SEGURANÇA PÚBLICA E SEGURANÇA PRIVADA SÃO ATIVIDADES COMPLEMENTARES



No Brasil, a busca de parceria entre Público e Privado há muito deixou de ser apenas um conceito. Diversos empreendimentos já adotam essa sistemática.

Na esfera da Segurança, a sociedade brasileira, na atualidade, vive o caos e, a cada dia que passa, as perspectivas de soluções parecem ficar mais distantes. O que muita gente ainda não sabe é que um caminho prospectivo seria integrar Segurança Pública e Segurança Privada e, por meio desta parceria, elevar de forma exponencial a segurança na sociedade.

Desde que surgiu, na forma como a conhecemos hoje, no final da década de 1960, a Segurança Privada não foi estruturada para concorrer com a Segurança Pública, e nunca teve essa pretensão, tendo sempre desenvolvido suas atividades de modo complementar às ações desta última.

A área de atuação dos profissionais da Segurança Privada (Vigilantes) é delimitada por Lei. As empresas de Segurança Privada são regulamentadas para atuar no chamado intramuros, ou seja, da rua para dentro. A proteção é preventiva. Este é, justamente, o primeiro ponto que, na minha reflexão, se torna essencial para entendermos o aspecto da complementaridade e não da sobreposição ou concorrência.

Ao atuar na Segurança interna de bancos, comércios, indústria, condomínios e até de órgãos governamentais, a Segurança Privada libera o efetivo das forças de Segurança Pública para atuarem nas áreas públicas, no combate de fato à criminalidade.

O exemplo acima já expõe, de forma transparente, o conceito de complementaridade entre as Seguranças. Mas podemos avançar mais em nossa reflexão.

Conforme dados contidos e publicados no Estudo do Setor de Segurança Privada – ESSEG –2016, o segmento Segurança Privada possui cerca de 2.600 (duas mil e seiscentas) empresas e 600 mil (seiscentos mil) profissionais atuando no mercado.

E não é só isso. O mesmo estudo aponta quase 3.600 (três mil e seiscentos) veículos leves atuando na escolta de cargas em todo o Brasil. Outros 4.333 (quatro mil, trezentos e trinta e três) carros-fortes são utilizados no transporte de valores. Nesse quesito ainda é bom ressaltar que as empresas de transporte de valores também são as responsáveis por abastecer todos os caixas eletrônicos do País. Além disso, há as inúmeras câmeras de monitoramento espalhadas por diversos pontos das cidades brasileiras e que são de responsabilidade de empresas especializadas.

Toda essa estrutura contribui significativamente com a Segurança Pública. Em época de recursos escassos por parte do governo, a Segurança Privada poderia dar uma contribuição ainda maior para a sociedade, se, além de ser complementar, trabalhasse em parceria.

Exemplificando o acima exposto e avançando em nossa análise podemos citar Manaus, capital do Estado do Amazonas, onde, há dois anos (2015), a Secretaria de Segurança Pública assinou um convênio que permite a utilização das imagens das câmeras das empresas de Segurança Privada no monitoramento e combate aos crimes.

Projetos semelhantes já estão sendo estudados por outros Estados,com a perspectiva de que possam também adotar tal parceria. Essas são iniciativas que podem ser reproduzidas em todo o Brasil. As imagens das câmeras de circuito de TV, controladas por empresas privadas, podem ajudar a aumentar significativamente os pontos de monitoramento da Segurança Pública. Os Vigilantes podem se tornar parceiros, com seus olhos e ouvidos ajudando as Forças Públicas com informações preciosas.

As Escolas de Formação em Segurança Privada também contribuem com performance avançada, na formação dos profissionais que atuam no segmento da Segurança Privada. Uma formação de qualidade habilita o profissional a estar comprometido com esta visão de atividade complementar à Segurança Pública e a agir de maneira transparente. É importante, e até mesmo necessário, que as forças da Segurança Pública acreditem nesta parceria e juntas – Segurança Pública e Segurança Privada – passem a contribuir sempre mais para o combate à violência e para a melhoria na vida de toda a população.

Por fim, podemos dizer que a Segurança Privada não pode exercer o “poder de polícia”, mas se torna um instrumento fundamental de apoio ao Estado na prevenção de crimes e vem se consolidando como importante protagonista na proteção de vidas e patrimônios das organizações Públicas e Privadas.

 

Referência

V ESSEG – Estudo do Setor de Segurança Privada. Departamento de Pesquisa da FENAVIST. Brasília – DF, 2016.

Todos os Direitos Reservados
FERA FORMAÇÃO EM SEGURANÇA PRIVADA © 2015