NOTÍCIAS

Gestor de Segurança Privada - Um novo nicho de mercado e empregabilidade



Hoje, o mercado da Segurança Privada está passando por significativas mudanças. A lei 7.102/1983 está com os dias contados e o Estatuto da Segurança Privada, em fase de aprovação final no Senado. A nova Lei nasce com o propósito de pôr a Segurança Privada em ritmo de mudanças e inovação do segmento. Na atualidade, apenas a Vigilância Patrimonial é regulamentada e fiscalizada pela Polícia Federal. Na nova Lei, a Vigilância Eletrônica também será contemplada.

Com a aprovação da nova Lei entrará no cenário do segmento a figura do Gestor de Segurança Empresarial (artigo 26, inciso I do Projeto de Lei 4.238/2012).

No artigo 26º desta Lei encontra-se a definição do Gestor de Segurança Privada: “profissional especializado, de nível superior, responsável pela:

  1. análise de riscos e definição e integração dos recursos físicos, humanos, técnicos e organizacionais a serem utilizados na mitigação de riscos;
  2. elaboração dos projetos para a implantação das estratégias de proteção;
  3. realização de auditorias de segurança em organizações públicas e privadas;
  4. execução do serviço a que se refere o inciso XI do artigo 5º, na forma do regulamento”.

 

Por sua vez, o inciso XI do artigo 5º da nova Lei preconiza que: “gerenciamento de riscos em operações de transporte de numerário, bens ou valores” também é atividade que compete ao Gestor de Segurança Privada.

Em 2010 o MEC reconheceu, através da CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), a profissão de Gestor de Segurança, que tem como descrição sumária vários pontos, dentre eles a de administrar equipes. 

Diante deste nicho de mercado, que ora apresentamos, importa destacarmos que este profissional, mesmo sendo “expert” nos conceitos de gestor, tem muito a aprender nos quesitos da segurança empresarial. Sabemos que os desafios na área de Segurança Pública e Privada alteram-se em proporções avolumadas e necessitam estratégias corporativas rápidas e inteligentes, além de criatividade, senso de justiça, otimismo e ética profissional.

Outro grande desafio do gestor, no cenário da Segurança Empresarial é o de administrar os recursos disponíveis nas organizações – humanos, financeiros, tecnológicos, materiais – e, principalmente, estabelecer uma comunicação eficaz e que propicie a consecução dos objetivos estabelecidos para a Segurança.

O gestor de Segurança Empresarial possui responsabilidades diversas, que variam de acordo com a organização em que trabalha ou à qual presta serviço, mas todas estas responsabilidades estão relacionadas a planejar, organizar, liderar, controlar, avaliar e prever melhorias nos processos relacionados à Segurança Privada.

As principais características pessoais desejáveis para o Gestor de Segurança Privada Empresarial são:

  1. Capacidade de mediar e resolver conflitos: o gestor de segurança privada dever ser capaz de mediar os conflitos logo que eles surjam, da forma mais imparcial possível, sempre buscando agregar valores para a organização.
  2. Iniciativa e pró-atividade: o gestor de segurança privada deve buscar se antecipar aos fatos, prever vulnerabilidades potenciais e propor medidas de controle.
  3.  Autoconfiança: o gestor de segurança privada deve passar uma impressão de conhecimento e autoridade sobre o assunto (segurança). Desta forma suas sugestões serão aceitas com mais facilidade e credibilidade.
  4. Capacidade de delegar o operacional: um gestor de segurança privada tem como função gerenciar administrativamente as ações. Muito importante o gestor demonstrar que sabe delegar e acompanhar com feedback as ações da sua equipe.
  5. Liderança: o gestor deve saber trabalhar em e com equipes, sempre buscando influenciar o comportamento das pessoas em direção aos objetivos e metas da organização.
  6. Manter-se atualizado em legislação própria e outros conhecimentos: o gestor de segurança privada deve ter conhecimento e compreensão das legislações relacionadas à atividade de Segurança Privada, bem como estar atento a conhecimentos que propiciem inovação e mudança na área de segurança privada, principalmente no segmento de segurança eletrônica e saber onde é viável a sua aplicabilidade visando redução de custos e favorecendo benefícios agregados.

Neste sentido, quando o gestor de segurança privada gosta do que faz e mantém equipes motivadas e proativas, divide com elas as ações, com responsabilidade; soma esforços individuais e consegue, coletivamente, multiplicar ações eficazes na otimização do tempo e na obtenção de resultados desejáveis nos objetivos e metas da organização.

Referências

Classificação Brasileira de Ocupações 2526-05 Gestor de Segurança. http://www.ocupacoes.com.br/cbo-mte/252605-gestor-em-seguranca. Acesso em 14/09/2017 às 15h.

Projeto de Lei nº 4.238/2012 – Estatuto da Segurança Privada.

 

Neide Catarina Turra Doutorado em Ciências Sociais - Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica São Paulo (2007). Especialização em Ação Integrada na Escola, MBA em Gestão de Segurança Empresarial (FURB).É professora universitária e palestrante. Diretora da Fera Formação em Segurança Privada Ltda.

Todos os Direitos Reservados
FERA FORMAÇÃO EM SEGURANÇA PRIVADA © 2015